Dormi ontem à meia noite, com o apartamento bem bagunçado.
Acordei hoje meio dia, e o apartamento parece ainda mais bagunçado. Ma che?
Depois, quando me enchi de ficar sozinho, resolvi ligar o winamp. Nesses tempos de soldião tenho me socorrido mais desse software - que já pode ser considerado commodity. Alguém aqui vai discordar que é um produto de primeira necessidade e vital para a sobrevivência no mundo moderno? Lancem ações do winamp na bolsa!
Eis que o destino colocou no meu caminho Futureal, a primeira música do Virtual XI do maiden. E o meu jeito de curtir um som é escutando o álbum inteiro. É a maneira mais completa, sabe? A imersão no clima é absoluta, e também se tem mais parâmetros pra diferenciação dos outros álbuns, sejam da mesma banda ou não. Cada álbum tem algo só seu, que não existe em nenhum outro. Um toque recorrente no teclado, um riff de guitarra padrão, o uso dos pratos da bateria, o ritmo do baixo, o timbre do vocalista. Influência da época e do estado de espírito dos caras quando foi feito.
E quanto ao Virtual XI... quando esse álbum foi lançado eu era só um piazinho, e foi certamente a época em que eu fui mais apaixonado por essa banda. De Medianeira, era muito difícil perceber histeria coletiva que cercava a banda no mundo inteiro, e eu me julgava especial e diferente por gostar, como se as músicas tivessem sido feitas só pra mim.
O que é ridículo. Vide Jerry Jackson falando de linkin park: http://www.fat-pie.com/linkinpark.htm
Mas enfim, não é maturidade que conta aqui, mas a atmosfera da época e suas sensações.
Que eram muitas.
Virtual XI tem músicas em ritmo de valsa. Tem teclados mais presentes do que em qualquer outra fase do maiden. As músicas são certamente mais lentas, mesmo que extremamente feelin´.
Alguém falou allegro ma non troppo?
Exclua-se os absurdos riffs e solos de meio de música da Don´t look to the Eyes of a Stranger.
Enfim, hoje já é impossível escutar o álbum desentranhando todo o sentimento que é regurgitado no meu coração pelas lembranças. É, mais ou menos, como uma máquininha do tempo, que ora é agradável, ora não.
E viva Blaze Bayley!
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