terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

meu próprio pregador

meu apartamento: um nojo. garrafas e latas espalhadas, e não consigo pegar mais cana na geladeira por causa dos restos de comida no chão. pelo menos não tinha ratos. as baratas comeram todos os filhos da puta.

limpando.

demorou uma eternidade de eternidades, como se o tempo tivesse seguido tortuosos caminhos na miríade de possibilidades no multiverso das realidades alternativas.

mas eu tinha como companheiros a música infinda e os cantinhos da minha mente, me sentindo um john cussack em alta fidelidade.



no final eu fui como aquele escroto no conto da sauna da lygia fagundes telles. expurgado do mal e do errado como se o suor e as mãos cheirando à desinfetante significassem a penitência redentora dos meus pecados. claro, não há garantias de que meu caráter mudou.



assim como o do john cussack.

3 comentários:

Unknown disse...

se as baratas deixarem algo, guarda que mes que vem to ae!
te amo.

Anônimo disse...

Porra, Alex. O que é aquela coisa na segunda foto? uma máquina de bater punheta de dez marchas?

Luciana disse...

gostei das referências :D